Rota do Douro - 1 de Junho

Tirei agora um tempinho para vos contar o que aconteceu no Dia 1 de Junho quando fui ao Norte.
Estava convencida que ia mesmo para o Porto descer o Douro, mas afinal fui para Régua e fiz um percurso até Pinhão que amei, digo-vos já.

Contudo, fui numa excursão (sendo a primeira que fiz) e acho que nunca mais me meto numa. Tirando o magnifico passeio, o resto foi para esquecer. Para mim uma excursão é um grupo de pessoas que vai visitar algo, que sendo mais em conta a nível monetário, também é uma maneira de conviver e conhecer pessoas, mas por vezes encaramos com as erradas, azar o nosso. Eu tive esse azar digamos assim. 

Vou tentar contar tudo para que possam entender...
Ora a excursão saía da Figueira da Foz às 5 da manhã, levantei-me às 4 da matina, mas isso seria um mal menor, pois quando é para passear toda a gente gosta :) Prosseguimos viagem e uma hora e meia foi em paragens para apanhar o pessoal. Depois o programa era, tomar o pequeno almoço num restaurante, assistir a uma palestra qualquer sobre saúde e lar e almoçarmos por lá também. Ou seja, uma manhã de seca, uma palestra para vender produtos e fazer a sua publicidade, mas quem não assistisse a isso, não teria a promoção do bilhete para fazer a Rota do Douro. Digamos que para eles terem clientela, têm de aliciar as pessoas com passeios para vender e dar a conhecer o seu produto. Não posso falar mal das refeições que nos serviram, porque nisso foram impecáveis... Depois de uma manhã perdida num restaurante, prosseguimos viagem a partir das 15h. Ora então o caos começou, quando o problema foi o seguinte...

O trajecto de barco que iríamos fazer foi substituído por outro, porque pelo que parece o barco teria avariado (o que todos desconfiaram), ou seja, houve uma gentinha tão empinada que se recusaram a fazer o novo trajecto. Por um lado tinham a sua razão, pois se vamos a contar de ir ver uma coisa e depois sai-nos outra é muito mau, porque pagamos e vamos com intenção de conhecer aquilo que estava planeado, mas a verdade é que imprevistos acontecem. O mal é que pelo que deu a entender a empresa "Terra Nostra" (Não é a empresa de queijos, atenção :p) que organizou a excursão já sabia disso antes de pagarmos os 29,90€ que estava estipulado pagar, mas que na verdade pagamos foi 30€, pois eles nem o troco nos deram... E o descarado do patrão, não teve a coragem de dizer-nos que o trajecto ia ser substituído por outro, então passou a batata quente à funcionária que nos acompanhou no autocarro, como devem calcular ela é que pagou as "favas" todas e nem culpa tinha, pois estava a cumprir ordens de trabalho que lhe foi atribuído.

Uma parte das pessoas que ia na excursão não arranjou problemas e concordou em fazer outro trajecto, mas a outra parte que mais pareciam uns selvagens só arranjaram conflitos e exigiram pararem o autocarro, voltar para trás e reembolsarem o dinheiro que pagamos. A funcionária então sugeriu que houvesse um acordo, ligou ao patrão e perguntou se ele reembolsava os que estavam indignados e ele disse que sim, mas apenas 13€ que era somente o preço do passeio e não o preço total, pois já tínhamos tomado o pequeno almoço e almoço no restaurante. Chegámos então ao acordo que os que quisessem ir de barco, a funcionária os acompanhava durante 2 horas e os outros então recebiam uma parte do dinheiro e teriam de esperar. 
Mas até este acordo ficar claro, muita falta de respeito houve naquela camioneta, pois aquela escumalha (que não tem outro nome, pois deviam ser todos de família) fez a cabeça em água à funcionária e ainda queria nos convencer à força para voltar para trás sem usufruir de nada. Mas não pensaram que havia pessoas que nunca sequer foram ao Norte e muito menos ver ou passar no Douro e se já estávamos ali, devíamos era divertirmo-nos e desfrutar. 

Não me arrependo de ter tomado a decisão de ir no barco, de perder os meus 13€, pois simplesmente valeu muito a pena, adorei. E aquela escumalha ainda tinha a lata para dizer que o trajecto nem durava uma meia hora e não viam nada de jeito. Só vos digo é que essa dita escumalha ficou tão revoltada que mal paramos o autocarro, chamaram a GNR e fizeram queixa da funcionária, porque ela disse que pagava mas que tinham de ter trocado, ou seja, não tinha moedas para fazer as ditas contas dos 13€, somente notas.

Eles gritavam que era coisa de doidos, gozavam com ela por ser brasileira e só não lhe bateram porque passavam das marcas. Falavam como se tivessem o rei na barriga, com uma arrogância que até metia nojo. As coisas podem ser muito bem resolvidas sem causar estas peixarias e perdem toda a razão quando nem sequer respeito têm pelas pessoas.

Enfim, a funcionária seguiu connosco para o barco e lá fomos 2 horas bem desfrutadas, com lanche incluído, da Régua até ao Pinhão. Mas o pior foi depois dessas duas horas, quando íamos ao encontro do autocarro e nem sinal dele. O pessoal começou a pensar que eles nos tinham "abandonado" por vingança, por terem chamado a GNR e arranjado aquele aparato todo. A funcionária estava exausta, ela chorava, pois quem tivesse no lugar dela, não sei se teria a mesma atitude, ela muito aguentou, muito ouviu e respeitou, foi correcta e sempre falou educadamente, era vitima de algo que nem culpa tinha. Que estava a levar com um problema que teria de ser resolvido e encarado com o patrão que não teve a lata de aparecer e depois com ordens superiores exigiu que ela não reembolsasse nada. Ou seja, foi o piorio... Estavam do outro lado da rua a proibir o autocarro de seguir viagem, encostaram a moça à parede (encurralada mesmo) uns do lado e outros do outro, a "berrarem" (que é mesmo este o termo) com ela e a exigirem o pagamento. Ela já não sabia o que fazer, sentia-se perdida, porque se não cumprisse as ordens que lhe foram atribuídas, ela ia pagar caro pela atitude, principalmente perder o emprego. Mas aquela escumalha não teve sequer um pingo de consciência e dignidade, eles deviam processar era a empresa, não uma simples funcionária que cumpre ordens e que é o elo mais fraco. 

Ameaçavam-na que iam a processar, que não saiamos dali em quanto a situação não era resolvida. Ela ligava ao patrão e ele dizia sempre o mesmo (Não pagas), tivemos uma hora e tal com este aparato no meio da rua e com o pessoal no autocarro a ver toda aquela situação, se fossemos defender, era bem dito e certo que haveria "batatada", até porque um motorista tentou tirar a funcionária do meio deles e foi simplesmente empurrado por um da escumalha, um homem feito estúpido que ainda lhe disse que se ele se metesse que trataria dele ali na esquina... enfim... Eram já 21h, cheios de fome e cansados de ver injustiça, quando um deles ligou para a GNR colocou em alta voz o telemóvel e o próprio GNR disse que a funcionária era obrigada a pagar e ponto final, senão as coisas iam complicar. Foi então quando ela decidiu dar o dinheiro e acabar com aquilo de uma vez. Deu-me pena, porque ela não merecia, além de que era uma belíssima pessoa, muito simpática e correcta. Acabamos até no barco de criar empatia, porque posso dizer com certezas que ela tem um coração de ouro, ela suportou muito, tanto a massacraram, tanto a espezinharam que ela teve de ceder e o mais triste de tudo isto, é que ela ainda teve a generosidade de no final da viagem pedir desculpa por toda a situação, mas não em nome da empresa, mas sim em nome dela e que para além de ter que ser ela a pagar o que foi reembolsado, ainda está sujeita a perder o emprego. Como ela disse, era uma simples funcionária a cumprir ordens, que não quis que nada tivesse sido daquele modo, mas ainda assim pediu desculpa. Nem sabem a pena e tristeza que me deu, quando ainda por cima eles ainda gozavam na cara dela. Há pessoas tão injustas, tão incorrectas e maldosas que nem imaginam. As coisas podem ser resolvidas de outra maneira e principalmente ver o lado certo, pois não era a ela que tinham de exigir seja o que for, era sim denunciar a firma e escrever no livro de reclamações. Sei que eles iam fazer denuncia, porque na Régua foi feita, mas tinham de a confirmar no posto de GNR da sua residência, por isso tenho a certeza que o fizeram. Mas por um lado até acho bem que o tenham feito, a firma merece ser desmascarada, porque lidou mal connosco e pelo que sei foram mais 2 excursões com a mesma treta, parece-me que não é uma empresa de muita confiança, mas também não posso opinar, pois foi a primeira vez que fiz uma excursão.

Com esta treta toda, cheguei à Figueira da Foz à 1:30h da noite (ou da manhã), quase 24h depois.
Houve uma amiga da minha tia que ainda falou com a funcionária durante a viagem de regresso, pois como vos disse criamos alguma empatia com ela no barco e demos-lhes alguma força. Ao que parece ela está naquela firma há um ano apenas e tem dois filhos, um deles foi atropelado recentemente. Por isso posso imaginar o sofrimento que ela carregou, será um dia que eu não vou esquecer e muitos daqueles que iam na excursão também não, mas ela então, ficará bem pior, porque foi totalmente cruel e injusto tudo o que lhe fizeram passar.

No final disto tudo, acho que a firma ainda se vai sair a rir e ela perde o emprego. É sempre assim, o pequeno acaba sempre mal, porque por vezes tem de se sujeitar infelizmente.

Quanto às fotos, num próximo post coloco algumas para vocês verem :p
Tirei 255 fotos, são imensas, nem dei conta que tinha sido tantas.
Para quem segue o FB do blogue poderá depois ver mais fotos por lá, porque criarei um albúm com as melhores :)

Desculpem o texto comprido e se me expliquei mal ou fui aborrecida, mas queria partilhar convosco o que se passou. E é assim, a minha vida cheia de probleminhas.

Comentários

  1. Credo, até sinto um nó na garganta…. Isso não se faz! :( Aqueles selvagens são do piorio! Já viste o que é que eles fazem por 13€? Fogo devem ser uns tesos do caraças!

    Opah desculpa, mas até eu me sinto indignada! Nojentos…. Mas tudo se paga…. tudinhoooo! A serio, Portugal está a ficar cada vez pior!

    Um beijinho Grande***

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  2. Essa empresa é da minha terra. Aliás, quase todas são. E são de brasileiros. Muito cuidado com essas empresas. Nem sempre a excursão é o que descrevem. Eu sei do que falo porque já trabalhei numa empresa dessas. Beijinhos :)

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  3. Credo O_O
    Eu quando era mais pequena fui em duas excursoes até Espanha com a minha irmã, cunhado e sobrinha e correu tudo bem :(
    Essa empresa quando eu telefonava dizia que eu nunca podia ir por ter menos de 25 anos lol
    Beijinhos

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