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Pensamento do Dia de Hoje

Confesso que nunca me vi na situação de sofrer a perda de alguém muito querido, os meus avós quando faleceram era pequena, portanto vagamente me lembro do que se passou e o sofrimento esse não foi sentido, pelo menos que me recorde. 
Evito um pouco ir a funerais, sinceramente são ocasiões que não gosto muito de assistir, não só pela confusão como também de ver pessoas a sofrer, de ver o luto ali exposto. Parecendo que não e mesmo que nem seja da família, dói ver toda aquela imagem à minha frente, quase que sinto na pele o sofrimento das pessoas, toda a lágrima que cai nelas, a minha tende a cair a seguir. Sou uma pessoa sensível, mas acho que me toco demais com o que deparo ou acontece... 

Hoje fui a um funeral de um familiar distante, tia da minha mãe e a mim tia-avó ... mas a família com quem me dou mais é em primeiro grau e mesmo assim já somos imensos, cerca de 30 e tal pessoas todos juntos, para não falar quando os meus primos e eu juntarmos os trapinhos e tivermos filhos, a família passa com certeza para os 50 :) Mas até lá muita água na ribeira passará, contudo esta tia da minha mãe não me era próxima, até mesmo em termos de convívio, porque a maioria está em Lisboa, mas obviamente que enterrar uma pessoa mesmo que não seja próxima, é alguém que não deixa de pertencer aos traços da nossa vida/família. E custa ver partir entes queridos dos nossos familiares... Vi um primo meu (neto da minha dita tia-avó) e estava de rasto, nem sabem o quanto me senti mal ao vê-lo naquele estado, estava arrasado. 

Depois todas aquelas imagens fizeram-me lembrar... um dia serei eu, um dia irei eu estar a chorar por alguém que amo e estimo, espero eu que não seja tão brevemente e que passem muitos aninhos até lá... mas acho que da mesma forma ficarei de rastos, deve ser uma dor inimaginável, só quem passa por ela é que sabe.

Sei que é triste ler assuntos deste género, obviamente que ninguém é obrigada a ler, mas por vezes sinto necessidade de o fazer. Foi mesmo por essa razão que criei este meu canto reflectivo e que de certa forma alivia a minha angústia, dor e tristeza quando elas andam presas em mim.

Outra coisa que queria mencionar e que por vezes pode ajudar a descobrir doenças nunca imagináveis...
É o facto de essa minha tia-avó, faleceu com um cancro no pulmão.
Tudo começou quando ela teve uma espécie de AVC e consequentemente amnésia, perda de memória, mas não do passado, mas sim de momento futuros... ou seja, esquecia-se de muita coisa que no momento estaria ou iria fazer, logo retiraram daí algo derivado ao cerebro ou ao coração, até porque um dos braços dela começou a andar mais descaido, logo pensaram que era tudo derivado do tal AVC. Contudo, fez uma ressonancia magnetica à cabeça e coração, ao qual nada acusou... desde então sem saberem resultados conclusivos, a minha tia-avó andou assim um ano, mas desta vez começaram as dores de cabeça a aparecer.

Depois de um ano passado, foi que finalmente detectaram o cancro já bastante avançado, porque já estava a afectar os outros orgãos, logo de seguida foram feitas 3 ressonancias magneticas ao corpo todo e nada havia a fazer... porquê? Porque se tivessem feito inicialmente uma ao corpo todo, ainda havia esperança de melhoras, pois o cancro não estava avançado, não falo em cura, mas sim em mais anos de vida, o que por vezes isso é relativo... pois todo o sofrimento que se passa nos tratamentos é horrivel.

Mas tudo para vos dizer que simples sintomas, podem dar avisos e nem sempre banais. 
É triste, mas o Estado tanto quer poupar em exames etc, que depois dá nisto... talvez de poupança não teve nenhuma, porque no final fez logo 3 ressonâncias mais alguns exames.

Comentários

  1. Por aqui somos poucos, até porque dou-me "mais" com a família da parte da minha mãe. Há muitos tios e primos da parte do meu pai que nem conheço, e se a minha avó paterna passa se por mim na rua nem a reconheceria lol.
    Por acaso a minha familiar mais próxima (sem contar com os meus pais e irmãos) é uma tia-avó porque é apenas 4 anos mais velha que a minha mãe e elas sempre se deram bem.
    Eu nunca fui a nenhum funeral. O meu avô paterno morreu quando eu era muito pequena então não fui. E um tio meu da parte do meu pai também faleceu mas na altura estava doente e não pude ir...Portanto eu nem sei o que é ir a um funeral, quanto mais o que é perder uma pessoa muito querida. Creio que os meus pais ou os meus irmãos falecerem vai ser um enorme choque pra mim...

    Enfim já me estou a alongar...
    É sempre triste quando estas coisas acontecem, e mesmo sendo distante, basta ver os outros a sofrer para ficarmos com um aperto no coração, não é verdade?
    Espero que apesar de tudo, estejas bem...não te quero ver triste :\
    Beijinhos querida.

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  2. Pois é...ha muitos casos assim infelizmente =( Que ela descanse em paz!


    Beijinho*

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  3. No meu caso,sofri muito com duas mortes aos 16anos na mesma altura,depois o meu primeiro namorado tambem me fez sofrer bastante,daí o facto de ter ficado depressiva e de ter abandonado os estudos. Hoje tenho 27anos e sou muito feliz mas aquela época para mim é impossivel de esquecer,foram tempos muito complicados. Desejo-te um bom domingo e uma excelente semana!! Muitos beijinhos,fica com deus e até breve!! http://musiquinhasdajoaninha.blogspot.pt

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  4. Paulinha,
    Tal como tu tenho uma família enorme e tal como tu, tive a sorte de nunca ter perdido ninguém que me fosse muito próximo (tirando o meu avô paterno, o resto do meus avós faleceram quando eu era mt nova para entender ou ainda antes de eu nascer)...até ao verão passado!
    Perdi um dos meus melhores amigos num acidente estúpido de automóvel, perdi o meu primeiro amor, a pessoa que me fez crescer e amadurecer, que me conhecia como nenhuma outra...dói, muito mesmo é quase insuportável...estar no funeral parecia-me simplesmente inconcebível, saber que ele não lhe posso ligar ou estar com ele ainda me é estranho!
    Isto tudo para dizer....percebo bem essa angústia e tristeza que falas...força sim? Qualquer coisa estarei aqui...beijinho*

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  5. Paula apesar de não ser um familiar muito próximo é sempre uma dor ver quem nós gostamos a sofrer. Só fui a dois funerais na vida, geralmente sinto-me tão mal nessas alturas que por pouco não caio redonda no chão, não encaro bem a morte e tudo o que a envolve. Quanto ao que dizes de se poupar em exames é mesmo verdade, eu como sabes faço parte da área da saúde e essa realidade infelizmente está presente..tantos cortes na saúde levam a isto =\ Beijinhos

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